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Anatomia Emocional dos Pontos Beishu

O ser humano é governado por um conjunto de leis organizadas de acordo com suas respectivas funcionalidades. Uma primeira e importante ordem dessa condição refere-se ao corpo humano que simplesmente reflete em sua estrutura física os aspectos energéticos relacionados a sua funcionalidade.

            Cada parte do corpo é organizada por uma agente informacional específico afinizado com suas respectivas funções. Assim o todo consegue trabalhar produzindo e consumindo energias constantemente. A divisão dessas partes segue diversos parâmetros e especificidades, contudo, uma dessas formas de caracterizar o corpo em nichos especializados me chama atenção por seu nível incomum de assertividade.

            No caso, a teoria e prática da Medicina Tradicional Chinesa modela suas referências a partir da teoria dos cinco elementos da natureza, que por sua vez dispõem critérios originais para qualificar suas capacidades em comum ao todo. Essas capacidades relacionam-se principalmente aos aspectos de cada elemento em relação ao meio em que ele se encontra.

            Os elementos água, madeira, fogo, terra e metal fomentam em conjunto o todo expresso na natureza, onde cada parte compreende algo bem peculiar. Por exemplo o elemento água abastece e nutre a terra, enquanto a terra germina e faz crescer a madeira, que por sua vez serve de base para o fogo surgir para aquecer o metal que resulta na formação de água nova da nascente.

            Os elementos da natureza trabalham a partir do seu contexto original formatando os pontos mais incomuns que se unem para montar uma plataforma de eventos em constante movimento de transformação.

            Os processos transformadores ligados a natureza modelam outros aspectos que servem de inspiração para explicar a natureza orgânica. Os chineses antigos entenderam a equivalência desses elementos no qual as características de cada elementos servem de referência para explicarem o modo de funcionar do corpo humano.

            O desenvolvimento dessa linha de raciocínio permitiu a compreensão dos mecanismos fisiológicos de cada órgão e suas relações com tecidos e funções especializadas. Esses componentes acabaram por conta de suas características sendo distribuídos em compartimentos relacionados a cada elemento da natureza e isso serviu para organizar modelos de ideias que passaram a incluir outros pontos tão importantes quanto os anteriores.

            Uma espécie de esqueleto organizacional foi criado para recepcionar em ordem cada parte anatômica, função fisiológica e agente informacional. Esses compartimentos foram então preenchidos por órgãos e vísceras acoplados que se unem para influenciarem funções fisiológicas e ao mesmo tempo servirem de base para assimilação de componentes informacionais.

            No caso cada elemento da natureza torna-se um ponto de referência capaz de agrupar cada um desses componentes que se interrelacionam a partir de suas próprias demandas e energias. Dentro desses compartimentos também estão os aspectos emocionais que podem ser considerados como os mais proeminentes agentes de informação.

            Assim o corpo é organizado e influenciado para exercer suas funcionalidades ao mesmo tempo que suas partes se comunicam para manter o todo em ação. E cada um de suas partes é nutrido com energias emocionais que em excesso são potentes agentes de desequilíbrio.

            Seguindo essa linha de raciocínio surge a necessidade de entendermos algumas aspectos relativos a áreas reflexas que o organismo produz em prol da homeostase. Nesse caso, o sistema energético que permeia a matéria orgânica modela a base anatômica de cada compartimento ao mesmo tempo que seus componentes transferem do interior para o exterior informações relevantes sobre a saúde de cada órgão principalmente.

            Quando essas informações chegam aos níveis superficiais e passa por áreas reflexas como o dorso, elas acabam impregnando suas energias para mostrar em cada região as condições energéticas de seus precursores. Os órgãos são como dito anteriormente os mais relevantes nesse processo e seu material energético é assimilado pelos tecidos correlacionados a eles para que suas propriedades provoquem mudanças na estrutura e função local e assim produzir sinais antes que os sintomas de desequilíbrio surjam.

            Nessas áreas reflexas existem acupontos preparados para armazenar essas energias e compor os procedimentos corretos para distribui-las aos tecidos adjacentes e formar os componentes que serviram para a amostragem ser montada e diagnosticada.

            No dorso esses acupontos são chamados de shén shu e estão funcionalmente ligados a parte emocional dessas energias. Assim cada órgão consegue se mostrar na superfície do corpo a partir de acupontos especializados no contexto emocional.

            Sabendo da realidade dos tecidos que envolvem a matéria orgânica para representarem nos tecidos o sistema energética, podemos afirmar que esses agentes de informação emocionais conseguem influenciar os segmentos dorsais em faixas transversais que alteram suas estruturas ao modo de cada elemento envolvido com o problema.

            Isso significa que as emoções levadas até essas regiões pelo sistema energético influenciam suas respectivas áreas a partir dos acupontos shén shu correlacionados. Então cada faixa transversal demonstra uma informação diferente da outra, sendo essas regiões capazes de alterarem morfologicamente suas estruturas para construírem por meio do colágeno e seu plasma interno as características do problema em si.

            A medida que o desequilíbrio energético é criado por alguma emoção seus correlatos passam a fazerem parte do processo de influencia provocando na região alterações próprias. Assim aspectos como tristeza, ansiedade, raiva, preocupação e medo fazem para serem percebidos pelo corpo que se altera antes que o problema se agrave.

            A melhor forma de perceber a saúde dos órgãos por meio desse método é por meio do diagnóstico feito pela ventosaterapia. Esse procedimento mecânico é um potente indutor de sinais que porventura estejam presentes na região. Assim quando a tristeza por exemplo atingir seu complexo anatômico ela consegue alterar a morfologia dos tecidos locais e ainda qualificar suas alterações de acordo com o problema interno.

            O mesmo acontece com cada uma das outras quatro emoções. O medo, raiva, ansiedade e preocupação chegam aos seus respectivos tecidos para mostrarem seu nível e grau de influência interna visto principalmente pela cor do sangue expresso por efeito da própria ventosa no local.

            A formação de petéquias e equimoses sinalizam que esses agentes emocionais se relacionam a um tipo de demonstração chamada de estagnação de sangue. A cor vermelha mostra sinais de calor em excesso e quando a região fica pálida podemos detectar o frio no órgão em questão.

            Quando cada um desses sinais são formados em locais específicos é necessário correlacioná-los aos caracteres emocionais da região. Portanto, a tristeza relaciona-se mais ao ambiente com petéquias e equimoses formadas por conta da deficiência de Yang do Pulmão. Enquanto o coração a partir da ansiedade, confere ao local vermelhidão mostrando o excesso de calor no respectivo órgão.

            A raiva relacionada com o fígado forma petéquias e equimoses se caso o sangue estiver estagnado. A preocupação por sua vez sinaliza suas condições a partir do baço pâncreas que no seu respectivo ponto shén shu é sinalizado com petéquias e equimoses. E por último o medo cria no seu ambiente reflexo palidez demonstrando o frio no rim.

            Assim formamos um importante ambiente capaz de demonstrar os problemas mais proeminentes dos órgãos e suas respectivas emoções!

 

           

           

           

           

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