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PULSO OU LÍNGUA?

Antiguidade. Na China antiga as práticas energéticas foram cultivadas pela capacidade inata de seus praticantes em observar o que a maioria não conseguia enxergar. Essa característica unida a outras criou os principais fundamentos da Medicina Tradicional Chinesa mantidos até hoje pelo sucesso dos seus resultados.

Causa – efeito. A análise e o entendimento do ambiente macrocósmico possibilitou a compreensão do corpo humano. Diante dessa realidade os chineses perceberam que o comportamento do indivíduo influencia diretamente a qualidade de suas energias e isso pode ser acessado a partir da análise de regiões representadas por microssistemas específicos.

Anatomia energética. A MTC surgiu a mais de 10 mil anos devido a capacidade de análise e observação dos chineses. A anatomia dos meridianos de energia, a localização dos pontos de acupuntura e dos chacras foram estudadas antes mesmo de qualquer outro elemento físico ou fisiológico do corpo humano.

Triplo aquecedor. a capacidade de observar o mecanismo de funcionamento das coisas determinou o entendimento racional das minúcias energéticas de cada peça anatômica. Num primeiro instante determinou-se a divisão corpo  em 3 partes chamados de 3 Aquecedores. Os Aquecedores funcionam como molas de propulsam dos 3 folhetos embrionários e como ponto de ligação entre os componentes do corpo humano (cabeça, tronco e membros); característica que também forma os microssistemas.

Microssistemas. São regiões do corpo capazes de reunir as informações pertinentes de cada órgão, víscera e sistema orgânico num espaço anatômico pré determinado diante da representatividade do corpo. Os microssistemas refletem a condição energética interna e através deles podemos acessar a realidade primária do processo de desequilíbrio.

Avaliação. A cultura chinesa (na época) exigiu a criação de métodos terapêuticos bem peculiares. Um exemplo é a condição de que as concubinas não poderiam ser tocadas e nem vistas, o exame energético era realizado através de um tapume. Essas exigências estimulou o desenvolvimento dos métodos terapêuticos vistos e praticados hoje; pois de alguma forma o acupunturista da época deveria providenciar o tratamento correto e a consequente cura, pois suas vidas dependiam disso!

PULSO OU LÍNGUA?

Características. O exame do pulso ou da língua são as principais formas de avaliação da MTC. Porém cada um possui peculiaridades que determinam a proximidade, afinidade e consequente escolha pelo profissional no momento da prática clínica.

Pulsologia. É a técnica de avaliação e diagnóstico que utiliza a artéria radial para examinar a condição energética dos órgãos e vísceras internos. A análise do pulso se dá pela caracterização da frequência e intensidade dos batimentos cardíacos, com a polpa digital posiciona perpendicularmente nas posições representadas pelos pontos (P9,P8,P7).

Língua. É a técnica de avaliação e diagnóstico que utiliza a língua para examinar os órgãos e vísceras internos. A análise da língua se dá em cima de 4 aspectos: saburra, cor, forma e umidade; disponíveis na superfície da língua.

Surgimento. A avaliação do pulso é a mais antiga de todas as técnicas de diagnóstico da MTC. Na época a incapacidade de tocar no paciente levou a criação da pulsologia. Já o exame da língua é também muito antigo, o seu desenvolvimento se deu antes do século V A.C, pelos pais que diante da falta de outras recursos, observavam a diferença da língua de seus filhos diante de mudanças climáticas, alimentares ou patológicas.

Desequilíbrio energético. O desequilíbrio energético é assimilado pelo pulso mais rápido do que na língua, porém as informações no pulso, são alteradas com facilidade; diferente da língua que recebe as informações posteriormente, mas as mantém disponíveis por mais tempo.

Observação. O exame do pulso exige concentração e sensibilidade energética apurada para conseguir interpretar e traduzir o desequilíbrio em diagnóstico. Essa condição é conquistada com muita pratica, alguns mestres chineses colocam a necessidade de ‘tomar’  pelo menos 3000 pulsos para conseguir atingir um patamar de qualidade aceitável.

Observação. Já o exame da língua é menos sensitivo e mais “real” pois as alterações da língua são vistas e não “sentidas’. Essa condição diminui a relatividade dos sistema imposta pela individualidade da análise, aumentando por isso, a segurança do resultado.

 

AFINAL, QUAL É O MELHOR?

PULSO ou LÍNGUA?

Tradução. A capacidade de interpretação do acupunturista é cultivada pelo estudo dos conceitos tradicionais  da teoria dos 5 elementos da natureza e posteriormente o conhecimento das principais características dos 5 padrões de desequilíbrio energético e finalmente a completude é organizada pela profunda compreensão da teoria psicoenergossomática.

Padrões de desequilíbrio. A língua é influenciada por fatores envolvidos com a fisiologia energética e orgânica. As alterações internas são transportadas a língua pelos meridianos de energia principais. Cada um dos 5 principais tipos de desequilíbrio energético influencia mais um aspecto do que o outro, tornando a língua um sistema padronizado de análise e observação. A quantidade de recursos diminuída simplifica o diagnóstico e reforça a segurança no contexto energético, quando bem utilizados, dispensa qualquer outro recurso de diagnóstico.

Padrões de desequilíbrio. O pulso é influenciado por fatores energéticos capazes de alterar a matriz energética, representada pelo yang qi Yin qi e Jing qi. As informações de cada uma dessas energias, altera a atividade cardíaca e a circulação do sangue pelos vasos. Essas informações podem ser observadas na “tomada do pulso” radial, onde se analisa a frequência e intensidade da batida. Diante desse mecanismo analítico é criado no pulso inúmeras variáveis , que quando bem utilizados pode providenciar a cura do paciente em pouco tempo.

Conclusão. Acredito que o melhor recurso é aquele que ofereça maior dinamismo, credibilidade e acertividade ao diagnóstico. Pessoalmente eu utilizo mais os recursos do microssistema da língua, porém quando a necessidade do momento exige um diagnóstico rápido e mais direcionado eu prefiro examinar o microssistema do pulso. Porém antes de escolher qualquer um dos dois, é importante entender a coerência do mecanismo patogênico da doença pelo sentido energético. O que importa na verdade é ter êxito no processo terapêutico, a cura do paciente sempre será o fiel da balança do caminho selecionado.

A estrutura energética depende de organização e método para ser equilibrada!

Fabricio Borges de Faria

Fisioterapeuta, acupunturista e escritor

 

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